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O BARQUINHO DE PAPEL
Lentamente, o barquinho
foi se afastando da margem e o rio, misterioso, assumiu o seu destino dizendo simplesmente que já era muito tarde. No deixar-se ir ficou o gosto amargo de quem chora por uma presença querida. Tão puro quanto a mais simples gota de orvalho o barquinho partiu feliz da vida. Do alto, alguém com olhos brilhantes contemplou-o de modo impassível e confiante. As nuvens teimosas e mirabolantes abriram os braços para receber ao vento itinerante. O menino, curioso, viu o seu barquinho de papel se afastar. Teve vontade de tomá-lo do rio silencioso mas decidiu deixá-lo ir e retornar para casa.
ROSE LOUISE
Enviado por ROSE LOUISE em 10/06/2010
Alterado em 10/06/2010 Copyright © 2010. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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